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ARTES PLÁSTICAS

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular
Setor de Difusão Cultural

Artesanato em capim dourado em exposição e venda no Centro Nacional de Cultura Popular

Inauguração na próxima quinta-feira, 7, às 17 horas, na Sala do Artista Popular.

Costuras e trançados do Jalapão uma espécie de vegetal, poderão ser apreciados e adquiridos pelos visitantes. As peças foram produzidas pelos artesãos do município de Mateiros e do povoado de Mumbuca, situados na região do Jalapão, no estado de Tocantins. O capim dourado é uma "sempre-viva" da família das Eriocauláceas, a syngonanthus nitens, que significa brilho.

Estarão expostos os mais variados tipos de objetos – potes, jarros, fruteiras, porta-pratos, chapéus, bolsas, entre outros – confeccionados com o capim dourado, por meio de técnica artesanal herdada dos índios Xerente e repassada aos moradores de Mumbuca há cerca de 80 anos. A mostra fica em cartaz até o dia 7 de setembro.

O capim dourado tem ampla distribuição no Brasil central, sendo explorado especialmente em Minas Gerais, na região de São Domingos, em Goiás, e em áreas do estado de Tocantins. O município de Mateiros, a 324 quilômetros da capital Palmas, constitui um dos núcleos iniciais dessa produção artesanal que, em virtude da crescente demanda de mercado, se expande por outros municípios da região, como São Félix, Ponte Alta, Novo Acordo, Itacajá e Goiantins.

A comercialização do artesanato feito com o capim dourado em Mumbuca e Mateiros concorreu para a melhoria das condições de vida das famílias dessas localidades, segundo relato de moradores. Ainda hoje, mesmo com a redução das vendas provocada pela concorrência da expansão da produção artesanal para outros municípios da região, o capim dourado continua sendo fonte de renda fundamental para os moradores de Mateiros, organizados na Associação Comunitária dos Artesãos e Pequenos Produtores de Mateiros, e a única fonte dos moradores de Mumbuca, onde atualmente funciona a Associação Capim Dourado do Povoado de Mumbuca, que reúne aproximadamente 150 artesãos.

Em Mumbuca, o artesanato com o capim dourado é produzido por homens, mulheres e crianças a partir dos 10 anos de idade. A dedicação de cada um varia de acordo com os afazeres referentes a seus papéis sociais. Quem mais produz são as mulheres, que dividem a produção artesanal com as atividades domésticas de cozinhar e cuidar das crianças. Estas produzem quando não estão na escola, e os homens intercalam a produção com o trabalho na roça.

Para costurar as hastes do capim dourado, os artesãos usam a "seda" do buriti, palmeira que nasce nas veredas e nas matas ciliares da região. A "seda" é obtida pela extração da fibra encontrada no interior do "olho" ou "folha flecha", o talo de uma folha nova do buriti. O processo da costura do capim dourado exige muita paciência, atenção e cuidado. O material, embora flexível, é frágil, quebrando com facilidade durante o manuseio. Além disso, para garantir a uniformidade visual das peças, o artesão deve estar constantemente preocupado em manter as mesmas proporções da linha e do capim do início ao fim da confecção de um produto.


Serviço
Sala do Artista Popular Capim dourado: costuras e trançados do Jalapão
Até 07.09.2008
Exposição e vendas
De terça a sexta-feira, das 11 às 18h
Sábados, domingos e feriados, das 15 às 18h
Rua do Catete, 179 (estação Catete do metrô)
Rio de Janeiro, RJ

Realização
Centro Nacional de Cultura Popular / IPHAN / Ministério da Cultura

Parceria
Fundação Cultural de Tocantins
Governo de Tocantins

Apoio
Associação Cultural de Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro
Laboratório de Pesquisas em Etnicidade, Cultura e Desenvolvimento / UFRJ
Fundação Universitária José Bonifácio
Solar de Santa

Informações
Setor de Difusão Cultural
Telefone: 2285-0441, ramais 204, 205 e 206
E-mail: difusão.folclore@iphan.gov.br
 
 
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