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É preciso que as instituições educacionais, como espaços significativos de formação humana e socioprofissional, contemplem as expressões da diversidade e, percebendo-as mais amplamente, possam inseri-las em seus programas, atividades e projetos, como temas de especial interesse e reconhecimento para a vida social, a cidadania e a paz. A diversidade tem sido focalizada como um valor relevante à sociedade, à educação, ao conhecimento. Desse modo, compreendê-la em sua riqueza é essencial a pesquisadores e profissionais, em seus vários campos de formação e práticas. A análise da diversidade envolve questões paradigmáticas e conceituais, que requerem, sobretudo, ressignificações, especialmente no interesse de realçar o princípio de que, por direito e dever de cidadania, não se podem transformar diferenças em desigualdades. Nessa perspectiva, reafirma-se a importância do reconhecimento e acolhimento da diversidade, em suas múltiplas expressões. Constata-se, portanto, que há muitos desafios a serem vencidos nos horizontes da compreensão da diversidade e dos estudos em favor de relações sociais inclusivas. Os desafios tornam-se ainda mais complexos, quando se consideram as diferenças socioeconômicas ou regionais, ou de linguagens, culturas, raças, etnias e identidade de gênero. As indagações, portanto, têm alcance mais abrangente: o que é diversidade? O que é igualdade e o que é diferença? Tão amplas quanto essas indagações, são as perspectivas, as implicações e os impasses das respostas. Realça-se, ainda, o princípio de que a participação da pessoa em grupos de sujeitos que têm características semelhantes é tão importante quanto a sua participação em grupos que têm outras características; e aqui destaca-se o princípio, existencial e sociopolítico, da igualdade nas diferenças. É no meio social, com os que possuem características físicas, mentais, culturais, étnicas ou de gênero semelhantes e os que possuem características diferentes, que se ampliam as possibilidades de vida e convivência. Em todos os casos de singularidades da pessoa humana, grupos ou nações, é necessária a valorização da sua identidade. O respeito às diversas maneiras singulares de ser é necessário para que não se discriminem ou desqualifiquem diferenças e para que se possa acolhê-las e inseri-las, naturalmente, nas relações sociais. Recorrendo-se ao significado vygotskyano de zonas ou espaços de desenvolvimento proximal, observa-se que a convivência, o “viver com” o outro, o “diferente”, é oportunidade de aprender, de evoluir, de produzir cultura, de elaborar e construir conhecimento e, a partir dele, uma compreensão mais ampla e consistente da diversidade como direito e como valor humano, político e social. É nesse sentido amplo que se enfatiza a compreensão política e social da diversidade, reconhecendo-se o valor sociopedagógico de pesquisas e artigos que possam favorecer essa compreensão. Com esse propósito, e com muita satisfação e confiança, apresenta-se à comunidade acadêmica a Revista Ignácio Lucio Weschenfelder, fsc |
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